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Monday, March 28, 2016

#15diasbichoeplanta

Quem me vê nas outras redes sociais sabe que sou paciente de uma nutricionista parte do grupo hoje conhecido como "as nutris do lacinho", que divulgam a alimentação paleo-lowcarb-highfat. 
Foi através dessa forma de alimentação que estou finalmente colocando muitas mazelas nos eixos e sou muito mais saudável hoje do que fui minha vida toda!
A partir de hoje, a nutricionista Lara Nesteruk lança a terceira edição de um "desafio" de alimentação, em que temos uma lista de proibidos e permitidos que visam o autoconhecimento e a desinflamação - o bicho e planta.
Em síntese, é paleo, pode ou não ser lowcarb, e dá um bom sacode para quem quer se conhecer melhor e quase certo que dê uma bela desinchada. No instagram dela tem postagens diárias sobre o assunto e a consolidação das regrinhas básicas. Todas as carnes estão permitidas (bicho), todos os legumes, verduras e frutas também (planta), mas nada de leguminosas, cereais ou lácteos.
Resolvi aderir porque ando meio nonsense aloprando nos queijos. E também ando meio que comendo brigadeiros demais! E meio que bebendo demais também...
E resolvi, além de postar no instagram, divulgar aqui no blogue as receitas mais bacanas e mais cotidianas lá de casa. Vai ter vegetariana, vegana, carnívora e até umas confeitariazinhas. E vai ter #mimimi quando der abstinência de alguma coisa fora do desafio também.
Mas eu sinto falta de um projetinho certas horas, sabem?
Por ora, não tem receita ainda. Estou em jejum desde que acordei, prática que me foi prescrita de forma terapêutica por conta de problemas de saúde meus. Meus protocolos de jejum são monitorados com base a uma necessidade de saúde MINHA - se alguém ficar curioso, precisaria encontrar naquela listinha que divulguei acima um profissional perto de si que acompanhe isso. Hoje é um protocolo mais longo, de cerca de 21h - o máximo que já consegui foi 22h, não por sintomas físicos, mas porque culturalmente ainda resisto - acabo comendo, mesmo sem fome, por medo de ficar com fome DEPOIS (quem nunca?).
Neste período, que vai das 21h30 de ontem até 18h de hoje, só estou ingerindo água e café. Poderia beber chá, se quisesse também. Nunca adoço minhas bebidas, nem com adoçante, mas há quem o faça, fora do bicho e planta. No bicho e planta, tentamos apenas usufruir do doce naturalmente presente nos alimentos. Uma sugestão para quem curte café docinho é colocar cravo e canela. 
Azamiguinha que gostam de me sabatinar sobre minha alimentação poderão se beneficiar desses dias de projeto. Mais tarde posto mais coisas.

Thursday, March 24, 2016

As preciosas horas em Amsterdam

Isso foi 14h. Teve sol, um milagre, mas não muito mais que isso.

Sim, resolvi desencantar os relatos da viagem e buscar seguir uma ordem cronológica. Também me é mais simples relatar um dia apenas de viagem do que vários!
Entre mim e Slovakia havia um tanto de conexões, sendo uma delas das 9h da manhã às 22h em Amsterdam. E dali por diante eu dediquei longas horas no planejamento da melhor forma de aproveitar esse período!
Então, para minha sorte e total deleite, descobri o blogue Ducs Amsterdam, que é a coisa mais completa que já vi em termos de dicas sobre uma cidade específica. Sugiro fuçar em tudo se você for para lá, porque a qualidade é altíssima. E não é que ele tinha justamente um post ensinando um roteirinho para poucas horas?
Pois bem: minhas escolhas foram baseadas nesse roteiro, mas também nas postagens sobre o supermercado mais comum da Holanda e as comidas típicas. Então eu tinha noção de que nessas poucas horas, eu iria comer queijo, beber cerveja, caminhar pelas ruas e curtir os canais, tomar um café (ou vários, pelo frio), não entrar em nenhum museu e nem comer em restaurantes. A ideia de um sanduíche num lugar lindo comprado no mercado ou na feira, com alguma cerveja local, já havia me seduzido!
Não entrou em meu roteiro a parte dos coffe shops - não porque eu não aprecie de forma recreativa, mas porque eu tinha pouco tempo, pouco dinheiro e estava em conexão sozinha. Se fosse para eu transgredir alguma norma holandesa sem saber e ir parar na cadeia, preferia ter alguma testemunha que me salvasse, além de achar um pouco bad trip ficar sozinha num coffe shop desses, perdia bastante do elemento recreação, ao meu ver!
A minha boa sorte é mesmo incrível: poderia estar mais frio e chovendo, mas estavam módicos 6ºC com sol! Eu estava preparada (de galochas, inclusive) para um dia molhada, e ganhei um dia lindo de caminhada.

Um pouco após a Centraal Station, um momento incrível - era cerca de 12h.

Eu já sabia que tinham bons queijos e boas cervejas, que os canais eram bonitos, mas nada me preparou realmente para a beleza espetacular de Amsterdam. Ela é muito mais do que tudo que se lê a respeito, e merece pelo menos uma semana a dez dias para explorá-la. As ruas de paralelepípedo e as elegantes casinhas, num estilo arquitetônico tão peculiar, pareciam usar chapéus!

Oi, eu sou uma ruela cheia de casas lindas com telhados cômicos

Confesso que as orientações do roteiro do Ducs não puderam ser seguidas completamente. Ou eu que sou um pouco ruim de obedecer as descrições, super pode ser, mas o fato foi que a partir da Winkel, andei por minha própria conta e risco sem encontrar os demais pontos - o que de modo algum foi um problema, pois se perder por Amsterdam e contemplá-la com um pouco mais de calma é um lindo programa.
Primeiro, caminhei bastante, circundei os canais, bati muitas e muitas fotos, olhei os imensos estacionamentos de bicicletas, olhei muito para cima e para as casas...Me perdi um pouco, achei uma feirinha, uma loja de queijos, mas ainda não era hora disso.
Eu tentando sair com um canal, casinhas e bicicletas - quase consegui!

Muitos turistas caminhavam, locais de bicicleta, e eu conseguia confortavelmente usar as rodinhas de minha mala de mão. Não precisei de luvas ou gorro por lá, apesar de que ficar parada era difícil.
Minha primeira interação com os holandeses foi ao procurar um nome de rua, sendo que já estava nela. Havia lido que eles têm um humor meio debochado, e já levei uma trollada de cara por não ter percebido que estava na rua certa!
Me perdi um pouco para chegar na Winkel 43, pois ela fica numa esquina em frente a uma praça: ao invés de chegar pelo verso, cheguei pela frente, e precisei de um holandês de camiseta naquele frio para me apontar o local.
Dali, fui caminhando em busca da estatuazinha de Anne Frank, e apesar de ter obedecido completamente as instruções, nunca a achei. Nessa hora, me senti meio perdendo tempo, pois entrei numa rua asfaltada sem o charme dos canais, e se era para andar a toa, preferia estar por lá...
Mas foi nessa rua mesmo que encontrei o supermercado, o qual havia lido sobre os cartões de bônus que nos dá desconto. No entanto, naquele mercado não estava nenhum funcionário para me dar, e então me dediquei a perambular pelas gôndolas mesmo. Confesso sem nenhuma vergonha que devo ter passado cerca de uma hora chafurdando cada mísera prateleirinha, encantada com a quantidade de orgânicos disponíveis, a abundância de variedades de alimentos frescos que, infelizmente, eu não podia comprar.
O início da Damrak - turistas e um lixo transbordante denuncia a presença de turistas em excesso

Depois de muito debate comigo mesma, selecionei um gouda fatiado, um salame e um pão escuro para almoçar. O ponto alto ficou com o salame, pois fiquei aflita com a quantidade de alternativas e não sabia direito o que escolher, acabei escolhendo pão e queijo que já comi melhores. Escolhi a pracinha onde o holandês me ensinou a chegar na Winkel, e sentei lá para montar meu sanduíche e saborear a vista. Essa pracinha tem uma igreja que pelo que li, era próximo ao refúgio de Anne Frank, que ouvia seus sinos e se sentia confortada durante seu período de provação. Não entrei na igreja porque né, não sou obrigada a nada.
Dali, andei mais um pouco pelas ruas que já havia percorrido pela manhã, e acabei retornando à feirinha. Um fato curioso é que era cerca de 15h quando retornei ali e por alguns minutos minha mente me pregou uma peça, achei que estava mais tarde, porque iniciou o entardecer!
Entrei numa loja especializada em queijos e comprei um gouda maturado, mais um cream cheese de trufas, e ninguém me atendeu ou deu muita atenção, tampouco podia experimentar para entender melhor a diferença entre eles. Mas no final da compra a senhora holandesa me deu um biscoito de gingerbread de presente.
Dali, entrei na famosa rua Damrak, que é por onde os turistas circulam mais e o comércio estava aberto. Havia lido e concordei que se trata de um local estritamente turístico e por isso não era de muito interesse, mas já estava quase voltando para o trem, e não queria voltar por onde já tinha vindo. Ali tinham lojas abertas, muita gente na rua (como não vi nos outros locais), e quase no final, selecionei um pub onde entrei para me aquecer, tomar Amstel e subir fotinhos para o instagram com o wifi deles. Estava um ambiente alegre e bem cheio.


Dali, fui novamente andando para a estação Centraal, tomei novamente o trem para Schipol e foi novamente muito tranquilo e rápido. Daí me recordei que não havia comprado os famosos stroppwaffles, mas ali havia uma estrutura imensa, como de um shopping, com lojas de departamentos e outras coisas, e supermercados também. Comprei o que queria, talvez tenha pago mais caro, mas foi coisa de 2,60 euros dentro de uma latinha fofa. Comprei ainda dois colares bonitos na H&M, que estava em liquidação por 3,99 e 4,99, se bem me recordo - e vocês podem visualizá-los na foto que ilustra meu primeiro post de compras na Europa. 


Ali vocês podem ver os stroppwaffles, sobre os cafés, mas isso é já na casinha de meus pais na Slovakia

Queria ter comprado mais queijos, queria ter comprado mais stroppwaffles, andado mais, batido mais fotos, conversado com as pessoas, entrado nos museus... Amsterdam, que não era um desejo meu muito forte, agora se tornou uma prioridade. É uma cidade linda, lúdica, de uma beleza que remete às nossas recordações de montar cidades com o Brincando de Engenheiro, quem lembra? 

CONTABILIDADE DO DIA

trem aeroporto até estação Centraal - 7,80 euro (comprando nas maquininhas automáticas não há taxa, no guichê há uma pequena taxa)
café e torta na Winkel 43 - não lembro com exatidão, mas foi algo menor que 10 euros
pão, queijo e salame no Albert Heijin - também não lembro com exatidão, mas ficou em 8 euros
queijos na lojinha de queijos - 4,99 o gouda, 2,99 o cream cheese de trufas (só não comprei mais porque eu ainda ia ficar 15 dias em outro país, não sabia se era durável)
Amstel num pub na Damrak - 2,60 cada copo de 300ml, não foi cobrado serviço
strooppwaffle no aeroporto - 4,99 com uma latinha com pintura de porcelana holandesa, e 1,99 só um pacotinho simples
colares na H&M do aeroporto que estavam on sale - 9 euros
TOTAL: 46 euros.

Disso conclui-se que Amsterdam é cara, mesmo para os roots, e que quem converte, não se diverte.

Wednesday, March 23, 2016

Rebordosas

Levei quase tanto tempo para relatar quanto para me recuperar da última rebordosa que sofri na semana passada.
Já aconteceu com vocês de estar se sentindo bem com a quantidade de álcool ingerida, não sentir tontura ou outros anúncios de que exagerou, dormir tranquilamente e acordar atropelado por um trator na manhã seguinte?
Pois foi isso mesmo que me aconteceu de maneira inédita na semana passada. Não consegui levantar da cama antes de dormir por quase 14h sem interrupção. Tomei água da pia do banheiro, por não conseguir chegar até a cozinha - não que eu quisesse ter chegado até o banheiro, mas era menos longe que a cozinha e daria mais serviço limpar o quarto depois.
Não fui trabalhar e nem pude elaborar um telefonema com mentira convincente. Só no domingo foi que escrevi um e-mail para zippy boss pedindo perdão, só para descobrir na segunda-feira que ele TAMBÉM havia faltado na sexta, e eu nem precisava elaborar uma mentira tão boa e convincente. 
Gente, me devolve para a casa dos 20, que o relógio biológico fez uma sacanagem comigo aqui.

Monday, March 21, 2016

Filme: Spotlight




Esse ano não pude me preparar para o bolão do Oscar como gostaria. Daí que, depois da cerimônia mais previsível e boring dos últimos anos, fui ver o que havia de bom nos cinemas e resolvi assistir o melhor filme.
De verdade, só não considero tempo e dinheiro perdidos porque ainda tinha a graciosa companhia do ex (sim, aconteceu - espero que você fique do meu lado nessa hora porque o apoio é importante). E porque o rito de ir ao cinema sempre me deixa contente.
Mas honestamente, achei um filme que não se compromete muito, não faz feio... Mas também não é nada de mais, sabe? Trilha sonora bem ok, ritmo meio parado para um assunto tão envolvente, a glamourização do jornalismo investigativo, pouco foco no tema da investigação, no objeto das matérias.
Apenas um adendo: quero casar com Mark Ruffalo desde sempre. E acho que ele atuou lindamente nesse filme, caracterizando um homem comum, meio sem perspectiva, sem grandes questões pessoais. O que era aquela corcunda que o homem inventou pro filme, minha gente? Conseguiu até ficar feio! Mentira, Mark. Você sempre vai ser meu lindo, my boo, não liga pra isso que eu disse não.
Aconselho você a ver em casa, baixando de algum lugar gratuitamente, do jeito que o cinema anda caro!

Wednesday, March 16, 2016

O que tem pro almoço? Muffin de brócolis




Eu tenho problema em comprar legumes e verduras e não conseguir consumi-los a tempo. Daí aos poucos vou criando formas de evitar o desperdício e o congelamento é uma delas... Mas nem tudo eu acho que fica bom simplesmente enfiando no congelador, e o brócolis é um desses casos.
Tendo em mente algumas receitas variadas que já vi por essa internê de muffin salgado, criei minha própria versão com os ingredientes que possuía! Deu muito certo e a possibilidade de variação é quase infinita.


MUFFINS SALGADOS DE BRÓCOLIS

meio ramo de brócolis cozido ligeiramente no vapor e quebrado em floretes menores
2 ovos 
2 dentes de alho picados miudinho
1 colher de sopa de farinha de coco
4 colheres de sopa de queijo ralado (use o da sua preferência, mas saiba que quanto mais saboroso o queijo, mais saboroso seu muffin - eu usei queijo Canastra)
1 pitada de fermento químico
sal e pimenta a gosto

Coloque um florete de brócolis em cada forminha de muffin (se utilizar de silicone, não se preocupe em untá-las). Bata os ovos até espumarem, com um garfo ou fouet. Adicione o alho, o queijo e os temperos. Bata vigorosamente mais uma vez. Agora é necessário ser rápido: adicione a farinha e o fermento, batendo novamente, mas não se demore com a massa batida, pois a farinha de coco tende a puxar para dentro de si os líquidos, deixando a massinha com textura grudenta - e você a quer líquida, ainda que com certo peso e textura. Complete as forminhas com a massa, preenchendo com cerca de 2/3 da capacidade das forminhas. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20min. 
Os muffins não estarão muito douradinhos - isso dependerá da quantidade e do tipo de queijo utilizado em sua massa. Mas tome cuidado para não queimá-los tentando atingir uma cor que não será possível com tão poucos e sensíveis ingredientes!

Wednesday, March 09, 2016

Tentando voltar com o 8 de março.

Assim como eventualmente o frisson e a artificialidade envoltos nas demais datas comemorativas me deram um bode permanente, tive dificuldade ontem de me sentir contente com a chegada de 8 de março.
De "parabéns" a "não me deem parabéns" a gente confusa pensando que era uma data comercial feito as outras, a não estar atolada de trabalho na data no sentido de construir alguma marcha ou palestra ou whathever, senti um certo vazio.
Acabei enveredando pelo outro lado, aquele meio raivoso, que se queixa daqueles que se queixam da gente se queixar. Que acho excelente a nível de desabafo mas não ajuda a unificar mais gente nas pautas tão necessárias para as mulheres.
Mas ontem fui uma dessas!
Hoje, não acordei muito melhor. De ressaca, não só de álcool mas também de tanto fritar a mente em meus nebulosos pensamentos, me sinto imprensada e a little bit desmotivada para assumir um papel nessa confusão em que estamos todos metidos.
Apesar que ainda me choca o quanto que as pessoas podem ser grosseiras quando se trata dos movimentos de luta contra as opressões. Que a pessoa seja privilegiada por não ser oprimida e por isso tenha dificuldade de enxergar a opressão, vá lá, que acontece eventualmente com todo mundo. Mas será mesmo que esse povo que fala que "o mundo tá ficando chato" considera que a humanidade em seu estado atual já é o pináculo da evolução, a melhor versão de nós mesmos? Tipo, nem uma pulguinha atrás da orelha morde?
Em tempo, para terminar tão sem sentido quanto comecei: relendo meus históricos desse blogue, vejo o quanto já reproduzi de machismo, racismo e homofobia ao longo dos anos. Peço desculpas se alguém mexer nesse histórico, porque vai encontrar coisas realmente deploráveis lá atrás.

Tuesday, March 01, 2016

De bode

Voltei da nutri relativamente de bode. Sem saber porque é que ainda vou nela, porque é que ainda estou de dieta, se preciso, se ainda tenho o que fazer no quesito dietas. 

Será que já cheguei no momento em que aprendi o que era necessário e o que falta é malhar?

No decorrer da consulta, ficamos num beco meio sem saída. Magra, mas ainda com gordura localizada na região abdominal, ela disse que se eu chegasse ali dizendo que agora ia partir pra lipoaspiração pra terminar o serviço, nem me condenaria. A composição corporal já está praticamente toda feita. 

Evidentemente, eu não tenho intenção de me lipoaspirar. Se nem na academia vou, ivagina passar por procedimento cirúrgico por causa de um pneuzinho?

Mudamos um pouco a estratégia. É quase a mesma coisa, só que diferente. Preciso fazer força, no entanto, se não, continuarei minguando as olhos vistos e morrerei com minha pochete. 

Agora, preciso decidir entre aceitar minha pochete e ficar #deboas, queimar saporra duma vez para então decidir se preciso ou não ficar sem ela...

O que vocês fariam no meu lugar? 

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