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Tuesday, November 14, 2017

Um ano de musculação

Há cerca de um ano atrás eu comecei a levar a prática de musculação realmente a sério. Antes disso, vinha esporadicamente praticando treinamento funcional, HIIT, crossfit (nas férias) e alguma coisa de aeróbio.
Foi um processo que aconteceu de forma natural, eu fui sentindo vontade e necessidade de me exercitar, e quando vi que a vontade não estava passando me dei a chance e resolvi investir num plano semestral na mesma academia que anos antes já havia tentado e bem pouco praticado.
Primeiro, fiz aquele treino de adaptação, bem simples, e no início já sentia bastante dores, e comentei com o instrutor que eu queria “ficar forte”, coisa que sei que a maioria das meninas não diz. Então ele se animou e me ensinou todos os exercícios.
Passado este tempo, me prescreveu um treino para hipertrofia, dividido em ABC, que eu já decorei e está na hora de mudar. Faço na sua maioria, mas ultimamente, por conta própria, eu mudei a divisão dos grupamentos musculares para ficar mais adequado entre treino e descanso (basicamente inferiores e superiores, mas às vezes ainda divido o inferiores de modos que frito as coxas em dias diferentes que frito a bunda).
Pego o mais pesado que consigo, mantendo a execução correta e a amplitude dos movimentos. Uso como medida-guia a ideia de não contar as repetições, apenas executar as séries até a falha, numa média de 8-12 (nas primeiras sempre faço mais). Também gosto de diminuir a carga e “terminar” o músculo, não ultrapassando as 15 repetições.
Evito exercícios que considero isolados demais, como cadeira adutora e abdutora, quatro apoios e outras perfumarias. Foco principalmente no afundo, legpress e cadeira extensora (para inferiores) e faço TODOS os de superiores com bastante empenho, mas dando especial ênfase (atualmente) nas flexões. Quero fazer o máximo de flexões possível, e também estou tentando desenvolver a habilidade de fazer barra fixa. Mas isso ainda está devagar. Abdominais, só prancha, quatro repetições pelo maior tempo possível e jamais as laterais (porque a gente vai “comendo” a cintura e ficando quadrada).
Essas medidas acima, tomo por conta própria, sem que o instrutor me falasse. Descanso sempre entre os treinos, no mínimo um dia, raramente faço cardio (isso é um ponto de melhoria, inclusive, que preciso avançar).
Mas ao final desse um ano de treino, tendo tido um mês de férias, garantindo basicamente três idas por semana na musculação, muitas vezes furando, com uma alimentação bem básica, sem muita preocupação e alguns consideráveis furos e besteiras, dormindo muito bem, o resultado que alcancei é bem interessante.
Além de uma melhora considerável na composição corporal, com diminuição de números, percentuais de gordura e massa magra, notei esteticamente (de uns tempos pra cá com muito maior nitidez) que estou com uma definição muscular muito aparente nas pernas e razoavelmente aparente nos braços e no deltoide (o ponto em que a saboneteira afunda).
Em cerca de 30min resolvo todo o treino do dia, e me sinto muito bem psicologicamente, principalmente depois de um bom treino de inferiores, que exige mais principalmente da “ciática”, que nunca mais doeu.
Quero agora evoluir em outros quesitos, de performance, coordenação motora, força e também usufruir um pouco mais da parte lúdica da academia, experimentar uma aula de zumba de repente. Vamos ver.
O mais fascinante deste processo é que como eu não tive pressa, nem pressão, um belo dia fui me olhar no espelho para me arrumar e reparei nos musculinhos aparecendo nos braços! Se a gente fica mês após mês procurando cadê o resultado, tende a se frustrar, mas assim, sem compromisso, quando finalmente a pessoa bota reparo, a surpresa é grande. E mesmo que devagar, o resultado é real!


Monday, November 06, 2017

Uma movie person em formação

Eu não sou uma pessoa com bom ritmo para assistir filmes, isso é um fato real e antigo - embora tenha um ótimo ritmo para leitura, especialmente literatura.
Então, recentemente, me ocorreu que poderia pacientemente me acostumar com o hábito de assistir filmes da mesma forma que um dia me acostumei com leitura: lendo primeiro as coisas mais fáceis e agradáveis (tive uma infância inteira de gibis e literatura infanto-juvenil, passando por uma adolescência de revistas adolescentes e literatura água com açúcar), depois aprendendo o que mais me agradava e por fim me desafiando a tudo que achava que "devia" ler.
Assim, decidi que eu deveria primeiro me acostumar a assistir filmes em primeiro lugar. Se forem blockbusters, comédias românticas ou o que for, tanto faz (particularmente detesto comédias românticas, que considero uma verdadeira epidemia mundial, mas aprecio grandemente o gênero de documentários e filminhos que envolvem comida, e o Netflix super me ajuda nisso, tem vários).
Então, embora eu tenha listas e mais listas de filmes que são importantes, que considero que "devo" assistir, também estou gradativamente me habituando a assistir filmes, sejam eles grandes obras ou não. Fixei na parede de casa duas listas: uma com essas super obras, e outra com filmes disponíveis no Netflix e de qualidade (técnica e artística) duvidosa. 
Queria ver mais filmes no youtube, mas acho que eles vêm sempre dublados, ao menos os links que encontrei, e apesar de tudo, meu grau de desapego não é tão grande. Eu ainda me importo um pouco, a ponto de poder ver filmes de qualidade medíocre, mas com os áudios originais.
Aceito e preciso de indicações!

Tuesday, October 24, 2017

O aparelho

Então ontem “instalei” aqui em minha boca um aparelho ortodôntico fixo, todo transparente, só na parte de baixo – por enquanto, uma vez que ao final do próximo mês, irei instalar em cima também.
As primeiras impressões são que a cada leve mastigada que dou, corro o risco de quebrar todas essas pecinhas. A tração honestamente ainda não dói. Também não senti ainda que minha boca está ferida por conta das pecinhas.
O que está realmente incomodando é uma contenção bem atrás dos centro-avantes, que me atrapalham muito a dicção, fazendo parecer que tenho língua presa, e essa imensa dificuldade em poder mastigar à vontade.
Logo eu, que costumava aplacar a ansiedade mascando cenouras, pipocas, castanhas e maçãs. Como diria Katia Cega, não está sendo fácil.
Segundo uma grande amiga minha, em uma semana já estarei escovando meus dentes só com a língua, sem medo de morder e comendo o que quiser – desde que meu dentista não saiba. Achei um bom conselho, pois ontem A Ortodontista me recomendou evitar alimentos duros e crocantes. Nem precisava dizer, pois ao mascar um inocente pedacinho de linguiça artesanal, já morri de medo e senti que estava prendendo pedacinhos em tudo que era canto.

Oremos! 

Monday, October 23, 2017

O horário de verão

Pela primeira vez em anos, o horário de verão me pegou de um jeito negativo, que está me custando habituar.
Na realidade, desde que me aproximei de um estilo de alimentação mais paleo, o horário de verão foi me soando muito antinatural, pois venho fazendo minha “higiene do sono” de forma completamente autônoma, ou seja:
- ao chegar em casa, depois do trabalho, conscientemente evito manter luzes ligadas, atividades estimulantes (inclusive atividade física), e vou gradativamente diminuindo todos os fatores externos como computador, conversas de whatsapp que me deixem agitada, leituras técnicas ou de trabalho, etc;
- bebo meu último café do dia impreterivelmente até as 16h, se calhou de não tomar café à tarde, deixo para o dia seguinte;
- evito sair, principalmente para ambientes barulhentos e cheios de estímulo, como shopping, e também prefiro comer fora em lugares mais sossegados e de iluminação indireta;
- me alimento cedo, por volta das 18h/19h, com bastante substância para ter tempo de fazer a digestão, e depois, com as luzes desligadas e no sofá de casa, bebo meu kefir para ir relaxando (pode ser uma taça de vinho, mas priorizo o kefir);
- tomo SEMPRE um banho, mesmo que não esteja exatamente suja, só para retirar qualquer vestígio de produtos químicos ou cosméticos, e colocar a mente no modo “ritual para dormir”;
- me deito antes de dormir, pelo menos uns 15min, escureço tudo, e coloco o celular em modo avião, para nenhuma notificação me interromper durante a noite (pretendo melhorar isso com um despertador analógico, mas honestamente, só derrubar o sinal já funciona muito bem);

Logo depois de pensar em tudo isso, o final de semana chegou. Continuei com muito sono, e aí, no sábado, acordei espontaneamente às 7h30 (que seriam as originais 6h30). Ali ficou claro qual é meu limite de horário, e que na realidade, aquela uma hora estava realmente me fazendo falta. E no domingo, acordei 7h por um compromisso, mas voltei para a cama antes das 8h e dormi até 11h! Há anos não me acontecia algo assim!

Hoje já acordei muito melhor, bem mais disposta – tanto pela reposição do sono, como pela adaptação que fiz. Junto com a adaptação do horário de verão, estou em outro horário na repartição (agora entro 7h30, o que me deixa com MUITO mais tempo livre), e também coincidiu de, na semana passada, ter iniciado outro plano alimentar, com menos carboidratos, o que sempre rende uma molezinha extra na gente. 

Monday, October 16, 2017

Como ficaram as vacas?

Então eu fiz estes planos, a vida me ligou e eu atendi – esquecendo completamente de vir aqui dar notícias de como foi este pequeno projeto.
Primeiramente, quero lhes dizer o sucesso que foi para mim, trabalhar com essa restrição. Fiz questão de catar lá no fundo da geladeira e dos armários, de propósito, aqueles itens que eu vinha sistematicamente ignorando, passando-os na frente dos outros: o kimchi que comprei no Japão e já venceu a validade em fevereiro (mas se querem saber, continua ótimo e saboroso), a couve-flor que gratinei pela primeira vez na vida (e não havia comido passado mais de mês), com um requeijão de tempos imemoriais inclusive. Aproveitei a oportunidade para fazer uma sopa de lentilhas de Rita Lobo, da sua nova temporada que fala de receitas históricas da sua família. Ficou MARAVILHOSA, inclusive. 
No feriado, fui à feira que acontece duas vezes por semana aqui na frente de casa, e comprei uma feira para levar à casa de praia: ervilhas-tortas, vagens, frutas de minha preferência, um naco de queijo colonial. Por 27 reais, eu comprei todo o necessário para um feriado e que até hoje ainda tenho sobras: as ervilhas e as vagens que não terminaram, o quiabo que comi e uma parte acabou indo fora, para minha tristeza. Um perfeito abacate. Falando nele, comecei finalmente a descongelar os abacates que residem no meu freezer, batendo eles com limão, kefir, whey, nata. Deliciosos shakes cremosos, porque o abacate empresta sua textura aveludada. Comi bife quando queria ter comido carne moída, e comi frango quando adoraria ter comprado mais uma peça de salmão. E sobrevivi!
Aí então entrou o vale, comi o que quis, comprei novamente alguns itens, e estou aqui com a geladeira um pouco mais vazia, as ideias um pouco mais arejadas, com algumas receitas novas na manga.
E prestes a começar mais um plano alimentar, pois depois de praticamente um ano fazendo só o que me convém, eu senti que precisava de mais uma ajuda profissional para terminar esse processo de me dedicar completamente à alimentação e aos cuidados com o que escolho. Não preciso mais emagrecer, mas hoje em dia, faço atividade física regular (musculação) e as necessidades mudam. A gente muda, também. A pessoa que eu era quando cheguei na primeira consulta tinha um tipo de necessidades, bem diferente das minhas atuais. Mas isso é assunto para outra postagem – que juro, pretendo que aconteça em breve!

O exercício da escrita é algo de que gosto muito, para deixar tão distante do meu dia-a-dia. Eu costumo postar diariamente uma foto e um arremedo de receita pelo instagram, mas a verdade é que eu gosto de escrever, e de discorrer mais longamente sobre os meus assuntos internos. Preciso disso, sabem? Nem que seja para contar sobre como foi que organizei a geladeira, depois de uma curta temporada sem comprar comida. 

Monday, August 28, 2017

As vacas magras que estão bem gordinhas (Projeto Supermercado Frugal - que na real vai ser zero mesmo)

Este mês, por variados motivos, meu vale alimentação está quase terminando, bem antes que o próximo seja creditado.
Bem, não estou exatamente orgulhosa disso, mas decidi tentar um experimento e viver somente do que possuo de reservas.
Eu compro muitas coisas, animada quando as vejo, e várias vezes essas coisas...sobram. Estragam. Não são devidamente consumidas, acabo fazendo alguma coisa apenas por desencargo. E comendo no cotidiano basicamente os mesmos itens: muitas cenouras, ovos, queijos, tomates, e alguns brócolis, bifes, eventuais salsinhas. Simplificando, claro. Como mais coisas que isso, mas a ideia é mais ou menos essa.
Então resolvi me desafiar a comer o melhor possível (em saúde e em sabor) com aquilo que está estocado em casa. Para desovar (e organizar melhor a geladeira) os encalhados, ter variedade, e economizar.

AS REGRAS:

- não fazer novas compras de itens de geladeira (nada de carne, ovo, verduras, legumes ou frutas, até que estas terminem);
- aquilo que for efetivamente terminando, a depender do quão essencial é, pode ser substituído, porém apenas de forma emergencial (classifico carne, ovos e limões como absolutamente essenciais), em quantidades mínimas, para não prejudicar o experimento;
- deverei ao máximo priorizar o uso dos alimentos resfriados e congelados, de forma a poder liberar o fluxo e movimento da comida fresca, ao invés de me focar na despensa (corro esse risco);
- as preparações deverão ser o mais saudáveis e inovadoras possível, porque se um dia eu adquiri esses itens, foi na expectativa de preparar boas refeições com elas.

O PRAZO:

- começo hoje, 28/08/2017, e encerro provavelmente no dia 13/09/2017 (quando será novamente creditado meu VA).

O ESPÓLIO:

(pode conter mais coisas, estou listando de memória, e ela eventualmente me trai, principalmente quando o assunto é comida estocada)

¾ de cabeça de couve-flor,100g de rabanetes, 100g de tomates-cereja, 3 cebolas brancas, 80g de alho-poró, 2 cabeças de alho, 1/3 de maço de cebolinha verde,½ maço de coentro fresco, 4 raízes de bardana,150g de cenouras, ½ maço de salsinha fresca, 2 inhames, 1 maço de beterrabas com seus talos, 1 pimentão, 1 abobrinha, 1/3 de berinjela,4 a 5 tomates italianos que não são orgânicos, 1 pote de banha de porco artesanal, 30g de queijo grana padano,1 peça de tofu defumado, ½ vidro de alcaparras em conserva, 2/3 vidro de picles, 1 pacote de folhas verdes variadas para salada, já limpas, ½ maçã fuji, 2 kiwis, 1 caixinha de morangos, 5-6 mirtilos descongelados, ¼ de lata de tahine, 1 garrafa de cajuína, 1 pedacinho de gorgonzola com sabor de tomate seco, 1 vidro aberto de tomate seco em conserva, 1 palmito em conserva, 1 manga, 2 tangerinas,1 abacate,4 limões taiti, 1 iogurte integral

CONGELADOR:

4 filés de atum, 450g de salmão (uma peça grande), 3 porções de 2 bifes de alcatra bovina, 4 filés de sardinha fresca, 2 pedaços de 2 porções de bacon artesanal, 2 peitos de frango, 1/3 de pacote de ervilhas , ¼ de pacote de milho, 2/3 de pacote de pimenta (chili), 5-6 fatias de abacate, ½ polpa de maracujá, 1/3 de manga picada, 1 maço de couve fatiada, diversas ervas frescas que piquei e congelei no passado para não desperdiçar...


UFA!


Certamente isso não é tudo. Tenho infinitos temperos, molhos, complementos de despensa (alguns grãos e pastas, alguns enlatados do bem – como tomates e talvez sardinhas), ou seja, é material que não acaba mais para três semanas. Tem no mínimo proteína para 10 refeições muito bem servidas. Fora os ovos, que não lembro a quantidade, mas é mais de uma dúzia, com certeza. Lendo a lista, apesar de tão cheia, não posso negar que me prendo em algumas preparações. O iogurte, compro quase sempre com a mesma finalidade, sendo difícil imaginá-lo sem os pepinos (que não tenho e por ora não posso comprar). Assim, tende a ser divertido!

Wednesday, August 23, 2017

Quando ser paleo é mais difícil do que parecia

Há tempos flerto com a ideia de consumir mais peixes, dentro de toda uma filosofia de comer o local, sazonal, fresco e barato.
Daí fui para o Mercado Público e só vi salmão, atum, camarões com o preço pela hora da morte... E vi o quanto vai ser difícil, para mim, me aventurar em algo teoricamente simples. Moro desde 2003 no litoral, e a verdade é que nem sempre como frutos do mar extremamente frescos. Ou bons, bem-feitos, saborosos. Raramente são baratos também. O mercado, asséptico, me deixou com estranhamento. Tudo aceita cartão, está ali anunciado, porém cheio de gelo e eu não sei o que comprar. Não sei o que fazer com cação, com postas bonitas, e nem com aqueles simpáticos filezinhos de sardinha. Não reconheço o nome da maioria dos peixes que leio, e não sinto muita confiança no peixeiro.
Me pergunto quem ainda compra camarão por esse preço.
Eu gostaria de iniciar algumas pesquisas, porém rapidamente descobri que em questão de nomes de peixe, precisamos de um pouco de sensibilidade às oscilações linguísticas, que o mesmo peixe pode ter outros nomes de lugar para lugar. Não sou uma pessoa preguiçosa para ler sobre comida, entende-la e prepara-la com respeito. Mas no momento me encontro um pouco sem fontes.

Por isso, dileta audiência, pergunto-lhos: quais são realmente os bons peixes que se pode comprar na sonífera ilha? A “pescada” é um nome genérico para qualquer espécie que se possa filetar e comer empanado? A tilápia é uma boa opção? O que se faz com cação além de desfiar? Qual é a boa banca do mercado municipal? Qual é a peixaria (vou até a puta que pariu atrás de um fornecedor de confiança) que trabalha com oferta de peixes “criados soltos”, sem tanta intervenção? 
Estou nos seus aguardos.

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